Que eu não nasci em Hogwarts eu sabia muito bem, entretanto nunca parei para pensar nisso... Fui criada pela Minerva e me orgulho muito disso, dou o melhor de mim nas aulas para ser uma ótima bruxa e no fundo também quero que a Minerva se orgulhe de mim, sua cria como alguns professores me chamam.
Sabe aqueles dias que você acorda achando que alguma coisa vai acontecer?Coisa de bruxos... Eu acordei assim, mas não dei muita atenção, tinha aula de poções e digamos que o Snape não é uma pessoa que compreende seus alunos.
Fui para a aula a primeira da manhã e já percebi que alguma coisa estava diferente, não sei chamem como quiserem.
A aula não estava nem na metade quando Minerva veio e me retirou da sala para me levar a diretoria. No caminho pensei comigo o que foi que eu fiz agora e comecei a refazer todo o meu dia anterior tentando achar uma explicação para isso. Quando depois de muito pensar e não achar nada resolvi perguntar.
Grazi - Professora Minerva, por quê estou indo para a sala do diretor Dumbledore?”- Apesar de toda a minha intimidade com ela, não a trato diferente dos outros alunos e vice-versa.
Minerva - Sua irmã veio vê-la”, Ta posso dizer que não foi uma noticia fácil de digerir.
Grazi - Irmã, e eu por um acaso tenho irmã?”.
Minerva - Tem e pelo jeito por algum motivo ela resolveu aparecer” – assunto como encerrado, era o jeito que Minerva tinha de não me influenciar.
Não preciso nem dizer o quão assustada estava quando entrei naquela sala. Nossos olhos se cruzaram assim que eu cheguei, parecia que aquela era a minha irmã como Minerva havia me dito.
Eli - Stella – Ela me chamou de estrela, aquilo me balançou bastante, mas eu não quis demosntrar.
Grazi - Perdoe-me, moça, mas meu nome não é Stella.
Eli - Eu sei que não
Grazi - Prazer, sou Graziele você se diz minha irmã certo?
Eli - Eu sou sua irmã.- Ela disse com bastante convicção.
Grazi - Que bom.
Ela olhou com raiva para Minerva, como se ela fosse a culpada.
Alvo Dumbledore: Acho melhor deixá-las a sós. Vamos, Minerva.
Graziele: Por que veio aqui?
Eli - Deixe-os saírem primeiro.
Todos saíram e ficamos a sós, como percebi que ela não tomava uma atitude resolvi fazer.
Graziele - Sou toda ouvidos.
Eli (tira um papel amarelado do bolso) - Eu achei isso no meio do Lusíadas.
Graziele- o quê é?
Eli - Os Lusíadas era o livro preferido do nosso pai. – Não que eu tivesse algo contra os Lusíadas, mas aquele preferido não me caiu muito bem, ou será o nosso pai que não me caiu?
Grazi - Seu pai! (puxa o papel com violência) Os astros são Brilhantes, e daí? – Não queria parecer mal educada, mas toda aquela situação mexeu comigo.
Eli - O sinal da tua mão.
Grazi- Não estou entendendo nada
Eli - Me dá a tua mão.
Grazi (Estica a mão).
Eli - Tem uma estrela aqui, tá vendo?
Grazi - Isso eu sei. – Ta que eu tenho uma marca eu sei disso.
Eli - Astro, estrela... Ele nunca deixou de pensar em ti.
Grazi- Olha... Ainda não sei seu nome.
Eli - Elizia.
Grazi- Ah, qual é o porquê de você estar aqui?
Eli - Eu só achei isso agora.
Grazi- Bem se era só isso, pode ir embora.
Eli - Foi ele. Ele me mandou te ver.
Grazi- E por que ele mesmo não veio? Aposto que sabe o caminho. – Sim eu tenho raiva por ter sido deixada em boas mãos em Howgarts.
Eli - Já ouviu falar na Kyuubi?
Grazi- Já li alguma coisa, é uma raposa ou algo assim, certo?
Eli - Antes fosse. Kiuuby significa nove caudas. É uma raposa gigantesca que destruiu o nosso clã.
Grazi - prossiga
Eli - O nosso pai está morto, já faz muito tempo.
Grazi(se abala, mas tenta não demonstrar): Que pena.
Eli - Ele nos deixou uma carta.
Grazi- não, ele deixou uma carta a você
Eli - Eu ainda nem a abri. Aqui diz "Tribus filiis"
Grazi - Aqui só tem dois.
Eli - Dumbledore-sama não te falou do nosso irmão?
Grazi- Não, na verdade eu também nunca quis saber de vocês. – Nunca mesmo.
Eli - Bom, deduzo que não estejas muito interessada em saber agora, então.
Grazi- Não, digo... Já que está aqui não é?
Eli - Queres?
Grazi- Fala. – Que poder é esse que essa mulher tem sobre mim?
Eli - Eu não conheço muito sobre os costumes bruxos, mas lá em Konoha o filho mais velho sucede o patriarca. O homem. Mas eu já tinha cinco anos e era sozinha, a única filha. Quando a nossa mãe engravidou, todos ficaram felizes. O herdeiro.
Grazi- daí eu nasci e acabei com a família feliz, certo?
Eli - O problema não é tu seres mulher. É a estrela.
Grazi- Tá prossiga
Eli - a profecia diz que As estrelas brilham, explodem e somem.
Grazi - hum.
Eli - Os anciãos queriam te matar. Ele seria incapaz. Até hoje eu não entendo como ele soube que tu és bruxa.
Grazi- não é tão difícil descobrir...
Eli - Tu achas?
Grazi- o quê?
Eli - Que não é difícil.
Grazi- num sei nunca tive um filho, mas acredito que não seja não, muitos trouxas descobrem que seus filhos são bruxos ainda jovens e os abandonam, (respira fundo) assim como vocês fizeram comigo.
Eli - Tu achas? Foste entregue em mãos ao Dumbledore. Não podias ficar em Konoha.
Grazi- Sem uma visita, um oi? você não imagina (lágrimas nos olhos) – Pra mim isso é abandono
Eli - Tu que não imaginas como Konoha é com os diferentes.
Graziele (limpando as lágrimas): o quê você quer afinal?
Eli - Queria te ver. Eu nunca esqueci de nenhum dos meus irmãos, mesmo quando o meu sensei me obrigou a ler as Metamorfoses do Ovídio em latim.
Graziele: você disse éramos 3, cadê o outro?
Eli - o Tieco? Ele tem que trabalhar.
Graziele: ah
Eli - A desocupada sou eu. (ri) Ele nem conheceu nossos pais, era pequeno demais quando a Kiyuubi destruiu a vila.
Graziele (respira fundo) – Ta sou bem fácil eu sei...
Eli - Eu não fiquei em Konoha, o pai pediu pra separar a gente no testamento.
Graziele: por quê?
Eli - Eu lá vou saber? Coisa de patriarca.
Graziele rindo – Eu gosto dela.
Eli (continua só olhando).
Graziele: O que você está olhando?
Eli - Nada. Estava pensando que algumas coisas não mudam.
Graziele: Como o quê?
Eli - Quando eu fui te ver, tu sorrisse pra mim.
Graziele: isso é estranho
Eli - O quê?
Graziele: sei lá?... Muita informação
Eli - A gente precisava de um tempo pra se entender, né?
Graziele: acho que sim... Só que eu não sei se consigo
Eli - Falaram mal de nós pra ti? Essa família esquisita que tu fosse arrumar, hein!
(ri)
Graziele (rindo): não fala assim? a Minerva que me criou e sempre foi muito boa comigo... Eles nunca esconderam o que sabiam, eu acho, sempre soube que fui deixada aqui pelo meu pai por ser amaldiçoada ou algo assim.
Eli - Tou falando dos Kiyamadas... Os anciãos querem sempre manter a tradição... Não se conformam que o Tieco não saiba manejar uma kunai.
Graziele: e agora?
Eli - A sucessora sou eu. E eles odeiam o Fabio.
Graziele: quem é Fabio?
Eli - Tu não visse? Alto, forte, cabelo ruivo. Saiu logo que tu entrasse.
Graziele: Ah, ele. Seu marido?
Eli - Mais ou menos...
Graziele: ah
Eli - Faz pouco tempo que a gente tá junto pra eu dizer alguma coisa.
Graziele: entendi, namorados?
Eli - É. Prestasse atenção no sotaque?
Graziele: Itália, suponho.
Eli - É. E tu?
Grazi: eu o quê?
Eli - Não tem um bruxo bonitão aí, não?
Grazi sorrindo novamente: Não, ainda não.
Eli - Hum, sei.
Grazi: Para com isso, vou acabar sem graça
Eli (sorri.). E tu andas fazendo o que aqui? Já trabalha?
Grazi: eu sou assistente da Minerva
Eli - E o que ela faz? Desculpe, eu não entendo nada de bruxaria.
Grazi: Ela ministra aula de transfiguração e é fantástica (olhos brilhando)
Eli - Isso me parece tão... Fantástico.
Grazi: e é.
Eli - Gosta daqui?
Grazi: Muito (respira) aqui é o meu lar
Eli - Não tem nem um pouco de curiosidade de conhecer Konoha?
Grazi: mentiria se dissesse que não, mas ao mesmo tempo tenho medo de sofrer outra
rejeição.
Eli - Ah, mas aí tu vai tar comigo! (fazendo pose de luta)
Grazi (rindo) eu não sei o que quero
Eli - Tu tem tempo pra pensar. Eu vou ficar aqui em Hogwarts um tempinho pra te curtir.
Grazi: Mesmo?
Eli - Ãhã. Só espero que Dumbledore não expulse o Fabio daqui.
Grazi: Por quê?
Eli - Pelo que sei, vocês odeiam trouxas.
Grazi: Bem, você está aqui, não está? *sorrindo*
Eli - Mas eu sou ninja. Tenho um monte de jutsus na manga. O Fabio só segura espada pra posar pra foto
Grazi rindo: relaxa, o professor Dumbledore é tranquilo, acho que deveria se
preocupar mais com a Minerva
Eli - Eu ouvi falar de um tal de Severo Snape, que dizem que ele é o cão.
Grazi: O professor Snape é bem severo e um pouco malvado, mas ele não se compara a Minerva, ela é muito mais bruxa que ele
Eli - Melhor manter o Fabio longe dos dois.
Grazi: Estranho, eu gosto de você – Como isso me assusta.
Eli - Isso é ruim? o.0
Grazi: Não sei, a Minerva sempre me disse pra nunca gostar muito de alguém antes de conhecer esse alguém.
Eli - Então, vamos nos conhecer!